Não começou como empresa. Começou como teimosia.
O ofício
Antes de qualquer app, tinha o trabalho de todo dia: código Delphi rodando sistema de seguradora, banco de dados, integração — o tipo de trabalho sério e invisível que sustenta empresa de verdade. Foi ali que se aprendeu, na marra, a fazer software que não pode falhar.
Um instrumento não some do bolso
A ideia era simples e um pouco obsessiva: e se um kit de bateria de verdade — com groove, com choke de prato, com a micro-variação que faz cada batida soar viva — coubesse na tela de um celular? Não uma versão de brinquedo. Uma de verdade, só que menor.
Motor de áudio, no osso
Isso significou escrever um motor de áudio em C++ quase do zero, sample por sample, resolvendo coisas que ninguém vê: o silêncio de 8 milissegundos entre um prato e outro, a diferença entre uma batida gravada e uma batida sentida, o crash que só acontece uma vez a cada mil execuções e precisa ser caçado mesmo assim.
Depois veio o piano
Se o groove cabia no bolso, por que não o teclado também? Cordas de piano, naipe de metais, um órgão Hammond — cada um com sua própria textura, sua própria física, esperando pra virar toque de dedo na tela.
Uma casa pra tudo isso
A Dolthy é essa casa. Um lugar só, feito por uma pessoa que decidiu que instrumento musical de verdade também pode caber num app — e que vai continuar construindo até isso ficar bom o bastante pra qualquer músico confiar.